Bibliografia

Bernardo Vaz Lobo Teixeira de Vasconcelos

Nasceu na Casa do Marvão, em S. Romão do Corgo (Celorico de Basto), a 7 de Julho de 1902. Feitos os estudos preparatórios no Colégio de Lamego (1912-1917), foi estudar na Universidade de Coimbra. Aqui, a sua alma de fogo expandiu-se em fecundo apostolado, como membro das Conferências de S. Vicente de Paulo, como redactor da revista Estudos (órgão do C.A.D.C.), como Vice-Presidente da Direcção desta mssociação Académica e Presidente da Liga Eucarística, criada para vivificar a piedade dos sócios. Em Agosto de 1924 trocou a capa de estudante pelo hábito negro de monge beneditino, ingressando a 24 de Setembro de 1924, no Mosteiro de Samos (Galiza), e professando a 29 de Setembro de 1925. Receber a ordenação sacerdotal era a grande aspiração da sua alma; a doença, porém, que o vitimou, em lento calvário, impediu-o de ascender a tal dignidade, oferecendo ao Senhor mais este sacrifício. Apenas recebeu as Ordens Menores, em Janeiro de 1929. Alma profundamente crente, Fr. Bernardo sentiu-se fadado para ser hóstia em sangue, sofrendo em seu corpo duros golpes com que Deus foi servido imolar a Sua vítima. Com uma resignação verdadeiramente edificante sofreu operações repetidas, dolorosíssimas, que lhe mutilavam a carne e o imobilizaram no leito, na Foz do Douro, nos últimos anos da sua vida. Apesar disso, para quantos o visitavam a confortá-lo no seu calvário de dor - altar de holocausto - “a todos deixava envoltos num perfume bendito de bondade que era verdadeiramente a característica maior de seu carácter”. Subiu para o Seio de Deus, na madrugada de 4 de Julho de 1932, no mesmo dia em que saía a lume o seu Cântico de Amor, exclamando:
“Não chorem. Eu vou para o Céu.
Jesus! Jesus! Eu sou todo de Jesus”.
O derradeiro acto da sua vida terrestre é um ofertório que envolve toda a sua existência de monge para a consagrar a Deus e dela fazer doação pela sua querida Ordem Beneditina que sempre honrou e serviu.
Os seus restos mortais são guardados com grande veneração na Igreja de S. Romão do Corgo (Celorico de Basto), aonde acorrem numerosos devotos de todos os cantos do País, confiantes na sua intercessão junto de Deus e para lhe agradecer graças particulares por ele obtidas.